Acervo apócrifo · Gnósticos e Nag Hammadi · 2 min de leitura

Evangelho de Judas

O discípulo que entendeu, os éons de luz e os 360 firmamentos

Mencionado por Ireneu de Lião por volta de 180 d.C. e perdido por mais de 1.600 anos, o Evangelho de Judas reapareceu num códice copta encontrado nos anos 1970 no Egito, que passou décadas no mercado de antiguidades até ser publicado em 2006. Nele, Jesus ri dos discípulos que oferecem graças ao deus errado e revela apenas a Judas os “mistérios do reino”: um universo de luz acima do criador deste mundo, com éons, luminares e céus incontáveis — incluindo 360 firmamentos. O texto termina com Judas entregando Jesus.

Pontos-chave

  • Manuscrito: Códice Tchacos (séculos III–IV), achado perto de El Minya, Egito, nos anos 1970.
  • Publicado pela National Geographic Society em 2006; datação por carbono-14 entre 220 e 340 d.C.
  • Ireneu (Contra as Heresias 1.31.1) cita um “Evangelho de Judas” usado pelos cainitas.
  • Ligado à corrente gnóstica setiana.
  • Descreve 12 éons, 72 luminares e 360 firmamentos.

O que dizem os estudiosos

Os estudiosos concordam que o texto não traz informação histórica sobre o Judas do século I: é uma obra teológica gnóstica do século II, que usa Judas para criticar a igreja que se formava. A interpretação de Judas como herói é disputada.

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