O que os olhos e as câmeras mostram a distância
Os pesquisadores do firmamento apontam três observações do dia a dia. O horizonte parece sempre subir até a altura dos olhos, mesmo de avião ou de uma montanha.
O que diz a versão oficial: Os físicos explicam que o horizonte cai abaixo da horizontal à medida que subimos (a “depressão do horizonte”), mas o ângulo é pequeno: cerca de 0,05° a 2 m e 3,2° a 10 km de altitude.
Ler o dossiê completoLagos, canais e a pergunta mais simples do movimento
Um dos argumentos mais repetidos pelos pesquisadores do firmamento cabe numa frase: a água parada sempre fica plana e nivelada.
O que diz a versão oficial: A física descreve a superfície da água parada como perpendicular à gravidade local; numa Terra esférica, isso produz uma superfície curva em grande escala.
Ler o dossiê completoTrópicos, estações e os raios que se abrem como um leque
No modelo plano, o Sol é pequeno e relativamente próximo: ele circula sobre o disco a alguns milhares de quilômetros de altura, iluminando uma região de cada vez, como um holofote.
O que diz a versão oficial: A astronomia mede a distância do Sol (cerca de 150 milhões de km) desde os trânsitos de Vênus de 1761 e 1769 e hoje por radar.
Ler o dossiê completoO ponto fixo do norte e o enigma do céu do sul
A Estrela Polar (Polaris) parece parada no céu do norte enquanto todas as outras estrelas giram em torno dela, uma volta a cada dia.
O que diz a versão oficial: Na astronomia, a rotação do céu é o reflexo da rotação da Terra; a Polar fica quase alinhada ao eixo de rotação. A existência de dois polos celestes, vistos simultaneamente por observadores dos dois hemisférios, é explicada pela forma esférica da Terra.
Ler o dossiê completoPor que as coisas caem — e por que alguns dizem que a “gravidade” é desnecessária
Entre os pesquisadores do firmamento, é comum a ideia de que não existe uma força chamada gravidade: as coisas caem ou flutuam por causa da densidade.
O que diz a versão oficial: Para a física, densidade explica se um objeto flutua ou afunda num fluido, mas não por que ele cai: o empuxo depende da gravidade (E = ρ·V·g).
Ler o dossiê completoO mapa plano testado por companhias aéreas
No mapa azimutal com o polo norte no centro, os continentes do sul ficam muito afastados entre si. Por isso, os pesquisadores do firmamento analisam rotas aéreas: voos que fazem escala no norte, rotas que parecem estranhas no mapa-múndi comum, desvios inexplicados e desembarques de emergência em lugares inesperados.
O que diz a versão oficial: As companhias aéreas planejam rotas pelo “grande círculo”, o caminho mais curto numa esfera, ajustado por ventos, espaço aéreo e regras de segurança para bimotores (ETOPS).
Ler o dossiê completoOs feixes que se abrem por entre as nuvens e o que eles dizem sobre a distância do Sol
Quem já viu raios de sol atravessando as nuvens no fim da tarde conhece a imagem: feixes que partem de um ponto e se abrem em leque sobre a paisagem.
O que diz a versão oficial: Os raios crepusculares são feixes praticamente paralelos vistos em perspectiva; o ponto de convergência aparente coincide com a direção do Sol, e os raios anticrepusculares, que convergem no ponto oposto, confirmam o efeito de perspectiva.
Ler o dossiê completoSe o Sol se afasta sobre um disco, por que ele não fica menor ao entardecer?
Para o modelo do Sol local, o pôr do sol é um efeito de distância: o Sol não desce abaixo de um horizonte curvo, apenas se afasta sobre o disco até sumir de vista, como um poste de luz no fim de uma longa avenida.
O que diz a versão oficial: O tamanho aparente do Sol permanece praticamente constante ao longo do dia porque sua distância à Terra quase não muda em poucas horas; o pôr do sol ocorre porque a rotação da Terra leva o observador para o lado oposto ao Sol, e o disco desaparece de baixo para cima atrás do horizonte.
Ler o dossiê completoO selenélio, fenômeno raro que os pesquisadores do firmamento usam contra a explicação oficial dos eclipses
Pela explicação oficial, um eclipse lunar acontece quando a Terra fica exatamente entre o Sol e a Lua, e sua sombra cobre a Lua cheia.
O que diz a versão oficial: O selenélio acontece porque a refração atmosférica eleva as imagens do Sol e da Lua perto do horizonte em cerca de meio grau, permitindo ver os dois mesmo quando estão geometricamente um pouco abaixo dele; o fenômeno só ocorre na faixa da Terra que está no nascer ou no pôr do sol, durante poucos minutos.
Ler o dossiê completoO termômetro sob o luar e a ideia de que a Lua tem luz própria
Uma das afirmações mais curiosas do movimento é a de que a luz da Lua é fria. Pesquisadores do firmamento publicaram vídeos com termômetros infravermelhos mostrando superfícies mais frias sob o luar do que à sombra.
O que diz a versão oficial: A Lua reflete a luz do Sol; o luar aquece muito pouco porque é cerca de 400 mil vezes mais fraco. As diferenças medidas em vídeos vêm do resfriamento por radiação das superfícies expostas ao céu, que acontece em qualquer noite limpa, com ou sem Lua.
Ler o dossiê completoO Cruzeiro do Sul, Sigma Octantis e a pergunta que divide os próprios pesquisadores do firmamento
No hemisfério norte, as estrelas giram em torno da Estrela Polar. No hemisfério sul, também giram em torno de um ponto, o polo celeste sul, perto da fraca estrela Sigma Octantis e indicado pelo Cruzeiro do Sul.
O que diz a versão oficial: Em uma Terra esférica que gira, o eixo de rotação aponta para dois polos celestes opostos; todos os observadores do hemisfério sul veem as estrelas girando em torno do polo celeste sul, cuja altura acima do horizonte é igual à latitude do lugar.
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