Acervo apócrifo · Obras polêmicas e tardias · 2 min de leitura

Evangelho de Barnabé

Jesus profeta, Judas crucificado em seu lugar e o anúncio de Maomé

O Evangelho de Barnabé é um texto longo, preservado num manuscrito italiano do fim do século XVI (Biblioteca Nacional de Viena) e numa cópia espanhola do século XVIII. Narrado como se fosse escrito pelo apóstolo Barnabé, apresenta Jesus como profeta e não como Filho de Deus; diz que Jesus não foi crucificado — Judas foi transformado à sua semelhança e morreu no seu lugar —; e anuncia a vinda de Maomé, chamado de Messias. É muito citado em debates entre cristãos e muçulmanos.

Pontos-chave

  • Manuscrito italiano: Biblioteca Nacional da Áustria (Viena), fim do século XVI.
  • Cópia espanhola: conhecida no século XVIII; uma cópia foi localizada em Sydney nos anos 1970.
  • Não tem relação com a Epístola de Barnabé, do século II.
  • Menciona o jubileu “a cada cem anos”, instituído pelo papa Bonifácio VIII em 1300.
  • Contém detalhes da vida europeia medieval, como tonéis de vinho de madeira.

O que dizem os estudiosos

Os estudiosos datam a obra entre os séculos XIV e XVI, por causa de anacronismos (o jubileu de cem anos, a geografia medieval, ecos de Dante) e da língua. É considerada uma composição tardia, talvez de um autor ligado a comunidades mouriscas ou a convertidos.

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