Dossiê do Firmamento · Pioneiros · 2 min de leitura

O mapa de Gleason e a projeção azimutal

1892: o mundo “quadrado e estacionário” e o emblema da ONU

Em 1892, o engenheiro civil Alexander Gleason, de Buffalo (Nova York), registrou o “Novo Mapa Padrão do Mundo”, com o polo norte no centro e os continentes espalhados ao redor, até a Antártida formar um anel na borda. O mapa vinha com o lema “quadrado e estacionário” e com notas explicando o dia, a noite e as estações por um Sol que circula sobre a terra. É a mesma projeção — azimutal equidistante — que aparece no emblema das Nações Unidas, adotado em 1946. Para os pesquisadores do firmamento, é o retrato mais fiel do mundo.

Pontos-chave

  • O mapa de Gleason foi registrado em 1892 e vendido com um manual de instruções.
  • Projeção azimutal equidistante: as distâncias a partir do centro (o polo norte) ficam corretas.
  • O emblema da ONU, adotado em 1946, usa a mesma projeção, cercada por ramos de oliveira.
  • Em 1893, Orlando Ferguson, de Dakota do Sul, publicou outro mapa famoso: a terra “quadrada”, com quatro anjos nos cantos.
  • Na borda do mapa, a Antártida vira um anel de gelo que cerca todos os oceanos.

O que diz a versão oficial

Os cartógrafos lembram que nenhum mapa plano representa uma esfera sem distorção. A projeção azimutal equidistante só preserva distâncias a partir do centro; entre dois pontos do hemisfério sul, as distâncias medidas nela ficam muito maiores do que as percorridas por navios e aviões.

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