Dossiê do Firmamento · Observação · 2 min de leitura

O Sol local: o holofote sobre o disco

Trópicos, estações e os raios que se abrem como um leque

No modelo plano, o Sol é pequeno e relativamente próximo: ele circula sobre o disco a alguns milhares de quilômetros de altura, iluminando uma região de cada vez, como um holofote. No verão do norte, percorre um círculo menor, perto do Trópico de Câncer; no inverno, um círculo maior, perto do Trópico de Capricórnio. Os pesquisadores do firmamento citam os raios crepusculares — feixes de luz que saem das nuvens em leque — como prova de uma fonte próxima. Este dossiê explica o modelo do holofote, os argumentos e as observações que você pode fazer.

Pontos-chave

  • Rowbotham calculou o Sol a menos de 700 milhas (cerca de 1.100 km) de altura; versões atuais do modelo falam em alguns milhares de quilômetros.
  • O Sol de verão (junho) circula sobre o Trópico de Câncer (23,4° N); o de dezembro, sobre o Trópico de Capricórnio (23,4° S).
  • Os raios crepusculares parecem divergir de um ponto atrás das nuvens.
  • O tamanho aparente do Sol é de cerca de meio grau e muda muito pouco ao longo do dia.
  • No museu 3D e na entrada do Atlas, o Sol é representado como um holofote circulando sob o domo.

O que diz a versão oficial

A astronomia mede a distância do Sol (cerca de 150 milhões de km) desde os trânsitos de Vênus de 1761 e 1769 e hoje por radar. Os raios crepusculares são paralelos e só parecem divergir por perspectiva, como trilhos de trem; às vezes se vêem convergindo do lado oposto do céu (raios anticrepusculares). O tamanho aparente constante do Sol durante o dia é usado como argumento contra um Sol próximo.

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