Dossiê do Firmamento · Cosmologias antigas · 2 min de leitura

Babilônia: o céu feito do corpo de Tiamat

Enuma Elish e o mapa-múndi babilônico

O Enuma Elish, poema babilônico da criação gravado em sete tábuas de argila, conta como o deus Marduque venceu Tiamat, o oceano primordial, e partiu o seu corpo em dois: com uma metade fez o céu, uma cobertura com trava e sentinelas para que as águas não escapassem. Um pequeno mapa de argila do século VI a.C., guardado no Museu Britânico, mostra o mundo como um disco cercado por um rio salgado. Para os pesquisadores do firmamento, a Mesopotâmia confirma que os povos mais antigos descreviam o mesmo cosmos do Gênesis: terra plana, águas ao redor e um céu que retém as águas de cima.

Pontos-chave

  • As tábuas do Enuma Elish foram achadas em 1849 nas ruínas da biblioteca de Assurbanipal, em Nínive, e publicadas por George Smith em 1876.
  • O poema era recitado no festival de Ano Novo da Babilônia (Akitu).
  • Marduque “fixou uma trava e postou sentinelas” para conter as águas no céu.
  • O “Mapa-Múndi Babilônico” (BM 92687) mostra a Babilônia no centro de um disco rodeado pelo “rio amargo”.
  • Os babilônios foram grandes observadores: registraram eclipses e posições planetárias por séculos.

O que diz a versão oficial

Para os assiriólogos, o Enuma Elish é um mito político-religioso que exalta Marduque, o deus da Babilônia, e o mapa de argila é uma visão simbólica do mundo, não um levantamento geográfico. A astronomia babilônica era aritmética e preditiva e não se preocupava com a forma física da Terra.

Ler o estudo completo no Atlas → Todos os dossiês

Continue investigando

Outros idiomas: English · Español

O Soneliora reúne paisagens sonoras para respirar e dormir e o Atlas do Firmamento, um museu de estudos sobre cosmologias antigas. soneliora.com