Dossiê do Firmamento · Pioneiros · 3 min de leitura

A aposta de 1870: Hampden contra Wallace

Quinhentas libras, três marcos e uma briga que durou anos

Em 1870, o zetético John Hampden apostou 500 libras que ninguém conseguiria provar a convexidade de uma superfície de água parada. O naturalista Alfred Russel Wallace — co-descobridor da seleção natural ao lado de Darwin — aceitou. No mesmo canal de Bedford, foram instalados três marcos de mesma altura ao longo de seis milhas; pela luneta, o marco do meio apareceu mais alto que os das pontas, e o árbitro deu a vitória a Wallace. Hampden e seu representante, William Carpenter, nunca aceitaram o resultado. A disputa virou processo, prisão e anos de cartas ameaçadoras, e Carpenter publicou depois as “Cem provas de que a Terra não é um globo”.

Pontos-chave

  • A observação foi feita em 5 de março de 1870 no Old Bedford Level.
  • Os marcos ficavam a cerca de 4 metros acima da água, para reduzir a refração.
  • O árbitro foi John Henry Walsh, editor da revista The Field.
  • William Carpenter, o árbitro escolhido por Hampden, afirmou que a observação comprovava a planura.
  • Carpenter publicou One Hundred Proofs That the Earth Is Not a Globe em 1885.

O que diz a versão oficial

Para a ciência, a montagem de Wallace — com a linha de visão alta e um marco intermediário — é a forma correta de medir a curvatura, e o resultado foi o esperado para uma Terra de cerca de 6.371 km de raio. O episódio é citado em livros de história da ciência como um dos primeiros debates públicos sobre o método experimental.

Ler o estudo completo no Atlas → Todos os dossiês

Continue investigando

Outros idiomas: English · Español

O Soneliora reúne paisagens sonoras para respirar e dormir e o Atlas do Firmamento, um museu de estudos sobre cosmologias antigas. soneliora.com